A afirmação do pólo urbano e portuário de Setúbal no final da Idade Média no quadro da gestão territorial promovida pela Ordem Militar de Santiago em Portugal

Autores

  • Ana Cláudia Silveira Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Instituto de Estudos Medievais 1069-061 Lisboa, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.4000/medievalista.7803

Palavras-chave:

Setúbal e Idade Média, Ordem Militar de Santiago, Portugal

Resumo

Apesar da relevância económica e estratégica que Setúbal assumiu no âmbito da organização dos domínios da Ordem Militar de Santiago de Espada em Portugal, o pólo urbano sadino permanece na actualidade como uma cidade mal compreendida, de difícil leitura quanto à evolução geomorfológica da paisagem e à organização espacial e topográfica do núcleo antigo. Muitos dos vestígios materiais do passado medieval setubalense encontram-se absorvidos pela natural evolução de um centro urbano onde se sucederam ao longo dos séculos intervenções multifacetadas, incluindo as relevantes obras portuárias realizadas na década de 1930, não sendo geralmente relevada a ligação da cidade aos Espatários, apesar de ter beneficiado da integração na respectiva Mesa Mestral logo desde a sua constituição em 1327. Este aspecto não pode ser dissociado da sua relevância económica e estratégica e da gradual afirmação como um dos principais portos marítimos portugueses, graças às dinâmicas económicas que o comércio internacional, de sal e não só, induziram.

 

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Publicado

2023-12-31

Como Citar

Silveira, A. C. (2023). A afirmação do pólo urbano e portuário de Setúbal no final da Idade Média no quadro da gestão territorial promovida pela Ordem Militar de Santiago em Portugal. Medievalista, (35), 375–392. https://doi.org/10.4000/medievalista.7803

Edição

Secção

Notas de investigação